Guadalupe recebe um telefonema de Carmen, sua meia irmã, que vive em Lima, capital do Peru, com a notícia de que Hernán, seu pai, havia morrido. Ao reencontrar sua meia irmã, Guadalupe conhece a história de seu pai que a abandonou quando tinha 5 anos. As duas caminham pelo centro histórico de Lima em reconciliação com o passado. A história de Hernán é atravessada pelos inúmeros eventos históricos do Peru dos últimos 40 anos como os conflitos armados no interior do país forçaram o deslocamento de inúmeras pessoas para os grandes centros, entre eles Lima; a formação do bairro de Rimac e a o movimento cultural intenso da comunidade afro-peruana na capital. Estes “percursos” ocorreram nos dias 11 e 12 de outubro em Lima em razão da comemoração dos 10 anos da Casa da Literatura Peruana.
Cadu Cinelli é diretor teatral, ator, contador de histórias, artista educador e têxtil, que se apresentou e realizou projetos no Brasil e exterior. É um dos fundadores do grupo Os Tapetes Contadores de Histórias, do qual faz parte há 25 anos.
Dirigiu os espetáculos: 3Horizontes (2009); Juvenal, Pita e o Velocípede da Pandorga Cia de Teatro (2015); O Tratado da Senhora Clap (2016); Um sol de muito tempo (2017); e A Travessia da Borboleta da Sangá Cia de Teatro (2019). Como performer apresentou o solo Pequena Epifania entre 2001; com Fabricio Moser atuou e dirigiu o DUO SOBRE DESVIOS entre 2013. Em 2021 cria o projeto de dança Era para ser João na residência artística Investigação do Movimento Particular. Desenvolve o projeto Percursos Afetivos de narração de histórias itinerantes com bicicletas desde 2017 com apresentações pelo Brasil, Peru, Espanha e Portugal.
É Doutorando em Geografia pela UFPR, com tese sobre narração de histórias e espacialidades, Especialista em Psicologia Junguiana, pela PUC RIO e Bacharel em Teatro pela UNIRIO.
Ver todos os posts de caducinelli