Lúcio vai até o Parque Náutico, divisa de Curitiba com São José dos Pinhais. Precisa jogar as cinzas de Sebastião, um antigo amigo, que foi seu namorado na juventude e que mantiveram contato até o dia do assassinato dele. Um crime com motivação puramente lgbtqia+fóbica: 17 facadas no corpo de um homem motivado pelo ódio. Sebastião foi apunhalado 17 vezes num outubro de 2018. Seu corpo foi escondido dentro de um armário. Mas Lúcio e seus amigos não ficaram dentro do armário diante do crime horrendo. As 17 punhaladas contra todos os corpos que são assassinados juntos com Sebastião não se calarão. Não se calam. Este “percurso” foi realizado no dia 27 de outubro de 2018, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais. O ponto de partida e chegada foi no Terminal Rodoviário do Boqueirão com passagem pelo Parque Náutico.
Publicado por caducinelli
Cadu Cinelli é diretor teatral, ator, contador de histórias, artista educador e têxtil, que se apresentou e realizou projetos no Brasil e exterior. É um dos fundadores do grupo Os Tapetes Contadores de Histórias, do qual faz parte há 25 anos. Dirigiu os espetáculos: 3Horizontes (2009); Juvenal, Pita e o Velocípede da Pandorga Cia de Teatro (2015); O Tratado da Senhora Clap (2016); Um sol de muito tempo (2017); e A Travessia da Borboleta da Sangá Cia de Teatro (2019). Como performer apresentou o solo Pequena Epifania entre 2001; com Fabricio Moser atuou e dirigiu o DUO SOBRE DESVIOS entre 2013. Em 2021 cria o projeto de dança Era para ser João na residência artística Investigação do Movimento Particular. Desenvolve o projeto Percursos Afetivos de narração de histórias itinerantes com bicicletas desde 2017 com apresentações pelo Brasil, Peru, Espanha e Portugal. É Doutorando em Geografia pela UFPR, com tese sobre narração de histórias e espacialidades, Especialista em Psicologia Junguiana, pela PUC RIO e Bacharel em Teatro pela UNIRIO. Ver todos os posts de caducinelli



